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Saturday, October 8, 2011

Querido Baco

Baco, segundo Caravaggio




 Conta a Mitologia que o Deus grego Dionisio, também conhecido como Baco pelos romanos, descobriu a arte de extrair o suco das uvas e de cultivar as vinhas. É portanto o Deus do vinho, dos excessos e... do sexo. Sim, as festas em sua homenagem eram chamadas de "bacanais", ou seja, era um Deus cultuado com vinho e orgias. 
 Esse post é intitulado "Querido Baco" pois foi impossível não visitar o Vale dos Vinhedos e não voltar mais apaixonada por essa bebida que alegra, alimenta e que por lá também sustenta famílias inteiras. Então, agradeço a Baco pela descoberta. 
 O Vale dos Vinhedos é uma região da Serra Gaúcha que possui uma "denominação de origem controlada" que certifica todos os vinhos dali através de regras comuns vindas de uma legislação própria às vinícolas delimitadas naquela região geográfica. Resumindo, é um conjunto de vinícolas que seguem leis iguais e fabricam vinhos de boa qualidade. O clima da Serra Gaúcha é propício para o cultivo das uvas, com estações bem definidas. Importante dizer que cada vinícola produz seus vinhos de uma maneira, mas em geral as uvas que nascem na Primavera/Verão são extraídas em cachos uma a uma, levadas para as Vinícolas, e nelas são deixadas por meses em tanques (de madeira ou metal) para que fermentem. Após o período de fermentação, que varia bastante entre vinhos brancos ou tintos, o suco fermentado é diretamente envasado (caso dos brancos) ou é levado para barris de envelhecimento, onde os tintos recebem os sabores da madeira e amadurecem seus taninos. Os espumantes, nessa fase, são envasados junto à uma colônia de bactérias que, ao se reproduzirem, fabricam os gases típicos dessas bebidas. Aliás, os melhores espumantes são produzidos através da introdução dessas bactérias, mas outros espumantes "inferiores" (como as Cidras) recebem açúcar diretamente e é a fermentação do açúcar que leva à produção de gases. Por isso, em geral, todos os espumantes Bruts ou Demi-secs são mais finos, já que sua produção ocorre de uma forma mais natural e demorada.
 Sobre as vinícolas visitadas:




Peterlongo


 A Peterlongo é a fábrica de espumantes mais antiga e maior do Brasil. Produz premiados espumantes e, por decisão superior, é a única empresa de espumantes brasileiros liberada para usar o termo "champanhe", conseguindo a liberação de uso do termo por ter iniciado a produção de seus espumantes anteriormente à lei que diz que Champanhe é a bebida produzida apenas na região francesa de Champagne com uvas chardonnay e pinot noir. Fomos muito bem recebidos na Vinícola e tivemos a oportunidade de degustar alguns dos produtos produzidos por eles. Trouxe pra casa uma bela garrafa de espumante Peterlongo Privillege Demi-sec, que está aguardando uma ocasião especial para ser aberta. 




Conheça mais em http://www.peterlongo.com.br/abertura/



Miolo

 Talvez um dos lugares mais lindos que já visitei, a Vinícola Miolo produz tintos e brancos conhecidos nacionalmente, tais como Almadén, Terranova e Quinta do Seival, além dos saborosos Miolos Reservas. Fiquei orgulhosa de ver uma empresa brasileira tão bem estruturada. Com um guia visitamos os tanques de fermentação (todos em aço, o que garante maior limpeza e controle de temperatura) e os barris de envelhecimento, todos extremamente organizados em lotes, conferindo a produção por datas e uvas exatas, sem erros. Degustamos cinco vinhos produzidos por eles, dentre eles quatro tintos e um branco espumante, e me apaixonei pelo Miolo RAR Cabernet Sauvignon e Merlot (inclusive trazendo um pra casa, êba!). A linha RAR é fabricada pela Miolo em parceria com o Sr. Raul A. Randon no município de Muitos Capões - RS, num clima bastante frio e numa altitute de aproximadamente 1.000 metros.
 Aprendemos por lá a parte "básica" de uma boa degustação, e foi bacana reconhecer nos vinhos os toques de baunilha, café e frutas. Nunca mais vou beber um vinho sem prestar atenção nisso. Valeu a visita.


Conheça mais em http://www.miolo.com.br/controller.php

Barris Miolo

Em relação à outras Vinícolas visitadas, a comparação é inevitável. Fomos também à Vinícola Aurora, a maior do país, e tomamos um susto ao ver os tanques de fermentação ainda de madeira envelhecida, ao lado de lixos cheios e cartazes como "cuidado - tinta fresca" escritos à  mão, indicando desleixo com a produção. A Aurora nos atendeu com simpatia e fiquei feliz de saber que ela sustenta inúmeras famílias produtoras de uvas, porém o ambiente em que o vinho é produzido realmente deixa a desejar. 


Conheça mais em http://www.vinicolaaurora.com.br/site/


Aurora
Aurora
Nossa quanta porcaria!!!
 Em relação às menores produtoras, também visitamos a Vinícola Jolimont, fundada por franceses há décadas, ainda possui produção pequena. Não é possível comprar apenas uma garrafa, pois os vinhos Jolimont não são vendidos em supermercados e afins. Os vinhos Jolimont são vendidos apenas em lotes e para pessoas cadastradas, entregando em todo o Brasil. Também fomos muito bem recebidos por eles, mas confesso que achei o vinho degustado um tanto ácido!


Conheça mais em http://www.vinhosjolimont.com.br/
Jolimont


Vinhos Jolimont


 O mais importante de tudo foi conhecer as pessoas que vivem do vinho, que esperam com amor anualmente o nascimento daquelas uvas, e mais do que tudo, desfrutar de lugares absolutamente LINDOS!






Um grande abraço aos gaúchos que nos receberam tão bem. Um brinde a vocês!







Saturday, June 4, 2011

Côtes du Rhône - inesquecível


 Publiquei alguns posts sobre o almoço de Dia das Mães que fiz aqui em casa. Na ocasião, eu e o super marido fomos presenteados pelos meus avós paternos com uma bela garrafa de vinho tinto. Desde então, ela ficou guardada à espera do dia ideal. Semana passada chegou o frio, e com ele também a vontade de comer queijos, pães e pizzas (ai meu Deus, o que será do meu corpitcho com essa dieta?!). Certa noite, pizza na mesa, resolvemos degustar o presente - um Côte du Rhône safra 2008. Um espetáculo. Tinto que não é doce (tenho horror a vinho doce) nem azedo, frutado na medida certa, encorpado, e assim, sem medo digo que foi o melhor tinto que já tomei na vida. E olha que já tomei vários.
 Curiosa e interessada no assunto, fui pesquisar sua origem. Rhône é uma região vinícola da França, que originou o Côtes du Rhône, uma AOC (Appellation d`origine contrôlée), ou vinhos de origem controlada que são fabricados em ambas as margens do Rio Ródano, integrando a Região Vinícola do Vale do Ródano. Foi na segunda metade do século XX que os Côtes du Rhône começaram a alcançar o prestígio que têm hoje em dia. Suas terras de produção alcançam cerca de 50.000 hectares compreendidos entre Viena, ao norte, e Avignon, ao Sul, produzindo vinhos tintos em sua maioria.
 A melhor notícia é que os Côtes du Rhône possuem preços acessíveis, dependendo da safra - pode-se conseguir degustar um por menos de R$ 50,00.


Acharam a região de Rhône? Bem lá no meio e à esquerda!



Um bom final de semana a todos!

Sunday, April 24, 2011

Colecionando!

 Há mais ou menos dois meses atrás comprei uma cerveja especial de trigo para o Rô, a Weihenstephaner. Apaixonado pelas Weiss, quis guardar a garrafa e colocá-la em lugar de destaque na prateleira do escritório, junto aos livros. Aliás, interessante como casais se influenciam: fiz o Rô gostar de cerveja e aprendi a tomar whisky com ele. Coisas do amor...
 Bom, só sei que a moda pegou, e começamos a gostar de ir juntos comprar cervejas "gourmet", a estudar as combinações destas com os alimentos e, também, colecionar as garrafas. No começo confesso que não gostei de ver nosso escritório parecendo um bar, mas agora sinto apego pela coleção - aliás... alguém sabe aí como se chama um conjunto de garrafas? Um molho de garrafas? Uma alcatéia de garrafas? Uma manada de garrafas? ehehehehe, será que existe um nome para o coletivo delas?!


Parte da Coleção



 Da experiência já adquirida, notei que gosto mais das cervejas amargas. As Stout, como a Murphy`s Irish Stout e a Guiness Draught, pedem paladares corajosos com o amargor. Vão bem com pães, carnes gordas e embutidos. As minhas paixões são as ruivas (cervejas minha gente, tenho certeza da minha heterossexualidade), as Red Beers, Bocks, Red Ales. Entre elas estão a Murphy`s Irish Red, a Dado Beer Red Ale e a Eisebahn Raushbier - esta última de cor castanha, acompanha bem carnes e peixes defumados. Para os amantes das cervejas de trigo, em geral mais densas e turvas que as Pilsen, recomendo a Erdinger Urweisse, a Oettinger Hefeweizen e a Edelweiss weikbier, todas aprovadas pelo maridão.
 Em geral as cervejas gourmet têm preço mais salgado que as Pilsen comuns. As listadas no parágrafo acima têm preço médio de R$ 10,00 - mais caras que uma Skol, mas mais especiais também! Não precisa comprar Erdinger para aquele churrascão em família, mas dê-se ao luxo de degustar uma dessas numa noite de sábado.

Para saber mais, acesse http://www.cervejasgourmet.com/

Boa semana a todos!


Falando em garrafas...ganhei esse super ovo de Páscoa da minha cunhada - recheado com garrafinhas de chocolate e licor! Obrigada Jó, eu te amo!


Sunday, April 17, 2011

Sexy Drink


 Estive num jantar de trabalho no Terraço Itália, em São Paulo, na semana passada - sim, meu trabalho me proporciona coisas inacreditáveis! Lá ouvi comentários sobre a atual "moda" de se utilizar folhas de manjericão em drinks alcoólicos. Confesso que não conhecia, e fiquei ansiosa para provar. Comprei uma garrafa de Martini Rosato, e servi com folhas de manjericão e bastante gelo. Bebidinha gostosa, refrescante e ... sexy.

Modo de preparo

 Coloque folhas de manjericão e pedras de gelo no fundo de um copo. Amasse ligeiramente. Despeje Martini Rosato por cima, até cobrir o gelo. Se quiser, adicione cerejas marrasquino. Beba enquanto gelado.